
E naquele momento ele parou!
Percebeu que sua busca diária (consciente ou não) por informações tinha lhe dado pouco até aquele instante.
Inspirou-se tanto que se esqueceu ou não conseguiu expirar o excesso.
Uma incerta obesidade mental, imperceptível de relance.
Precisava ingerir menos e colocar pra fora alguma coisa. Qualquer coisa!
Barrar aquele fluxo de mão única que começou a jorrar agoniantemente descontrolado!
Gastar, queimar, perder…e mais ainda, deixar de ganhar.
-Mas como?
Ele só sabia o porquê, e que o quando era agora!
-Como?
No segundo momento uma única ordem lhe veio:
EXPIRE-SE!
A qualquer custo! Rápido! Ainda há tempo!
- Mas como?
E num movimento inverso de inspiração ele expirou-se!
E serviu de inspiração para alguns poucos.
Quase nunca o que sai dos outros é aproveitável, mas quase sempre serve de adubo para solos pobres.
Percebeu então, que a terra não é fértil em todos os campos e que muitos precisariam daquilo.
E daquele momento em diante, ele nunca mais parou de Expirar-se!
Em sua cabeça passou a idéia de que talvez estivesse produzindo merda.
Mas qual a diferença mesmo entre merda e adubo?
Saindo um pouco do que normalmente coloco aqui no NovosProjetos, este foi um texto que escrevi para o "Espaço Democrático" do blog "Coração de Poeta (CDP)" do amigo @CoolJohnny. Aproveitei e fiz a ilustração também. Fica a dica de um blog bacana de um cara bacana.
1 comentários:
entrei aqui, de bobeira, como sempre faço, pra dá uma olhada e olha!
obrigado, camarada, pela parte!
hehehehe.. fiquei feliz demais!
vem cá, choppinho sexta?
antonio's?
vai uma galera 'das artes' que tu vai se amarrar...
a gente se fala!
Abração!
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